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Pois o crime é consumado, mas só há um engano quanto à representação da pessoa visada, o que não retira nem o dolo, nem a culpa.
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Olá Willian!

Vamos pensar assim:

Ex: A pretende matar X. ( Há uma intenção real de crime, ele está assumindo todos os riscos para do Direito Penal )

Ao atirar em X, Podem ocorrer diversas situações, diversas mesmo! 

Para tanto Crimes Consumados ou tentados!!!! 

Ele pode matar X, mas em consequencia dos atos matar mais uma ou mais pessoas.

Ele pode apenas ferir X, e matar uma ou mais pessoas.

Ele pode errar o tiro em X, mas matar ou ferir uma ou mais pessoas.

Contudo, mesmo tendo a intenção, o dolo, apenas e X, não irá descriminalizar nem despenalizar os atos cometidos a terceiros, no qual não pretendia atingir.

O direito Penal, pune todo ato que lesione, guarda os bens jurídicos mais importantes!

Uma pessoa jamais irá escapar por alegar que pretendia atingir A ao invés de X.

E ainda, você verá que se fosse pretendido atingir pessoas no qual a Lei determina aumento de pena, e mesmo que ele erre na execução, e ao atinja uma pessoa comum, ele será punido como se fosse aquela, exemplos, mãe, pai, irmãos, e outros previstos em Lei.

É o que a lei chama de erro sobre a pessoa, e está no artigo 20, §3º (lê-se ‘parágrafo terceiro’) de nosso Código Penal. Ele diz que “o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime”.

Se ainda tiver alguma dúvida, pergunte!

 

Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles. Rui Barbosa.
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William,

Bom dia,

Pelo claro e óbvio motivo de que, sendo a pessoa certa ou nao, o crime foi praticado e deve ser punido.

Um abraco
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O erro sobre a pessoa é erro do tipo acidental, assim como também são o erro sobre o objeto, erro na execução, resultado diverso do pretendido e erro sobre o nexo causal.

No erro do tipo sobre a pessoa, há uma equivocada representação do objeto material (pessoa visada) pelo agente. No entanto, por erro na percepção, o agente acaba atingindo pessoa diversa.

Observe que o dolo de cometer o delito sempre houve, ou seja, a vontade deliberada de cometer o delito estava presente, o que ocorreu foi simplesmente um erro na pessoa sobre a qual incidiria a conduta criminosa.

Por isso, o §3º, 20, do CP deixa claro que não poderá o agente ser isento de pena caso atue com erro sobre a pessoa.
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